sábado, 14 de fevereiro de 2009

semsanções

E o gosto acre sendo substituido por um bom e dulcíssimo café gelado...

E o vazio impertinente disfarçado pelo chiclete mascado...

E a indiferença entre estar ou não; acompanhada.

E a liberdade fulgaz valendo-se da paz.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

delirium vitae

Flash luminosos me cercam. Alguma brincadeira de leprechauns, ou uma dança das fadas?
Talvez fantasmas, poltergeisters, telecinese em níveis atômicos...

O chão não está firme do jeito que deveria, oscila em todas as direções.
Sinto-me sobre uma bacia em altomar...
Sorte que não há enjôo, só tontura.

Olhos em fenda, enxergo meus cílios.
Lábios fechados, grudados pela falta de uso.
Dentes escovados, o gosto de menta não mais existe.

A audição esqueceu de ser confiável, tornou-se cúmplice dos leprechauns, antes citados.
São passos. São motores. São vozes. São estalos e ruídos. São torneiras e água. São trincos e portas. São janelas e cortinas. São brisa e vento, sem uma única folha mexer-se.

Poderia ser mágica, uma pequena mariposa saiu da minha manga.
Poderia ser intriga, formigas andam dominando a cozinha.
Poderia ser...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Aaaaaaaaah... dane-se

dentre: êxito, juízo e beijos, prefiro as outras palavras...



Não me compare a qualquer mal-agradecido,
nem queira que me retrate por algumas bobagens ditas.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

[i][/i]

"Me lembro bem, quando tinha uns sete anos, a mãe estava com mania de se vestir de lençol. Se acordava, se enrolava e ia fazer nosso desjejum. Luna acha que parecia uma indiana, mas sempre lembrei de uma noiva, ao vê-la de branco com o tecido arrastando no chão. Nosso cachorro a cercava e brincava de puxar o lençol, na segunda ou terceira tentativa ela pedia para alguem colocar o Simbah do lado de fora. Eu ria escondido dessa cena, não era por medo ou receio de algo, hoje acho que rir escondido dava um charme a situação."
"Por que lembrou disso agora?"
"Por nada em especial, na verdade, a roupa que ela vestia no caixão era branca."
"Sinto muito, Victor."
"Tudo bem, acho que só você faltava me dizer isso."

(A morte - Os pêsames, Três Irmãos)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

ópio-niões

Se minha avó me acordando duas vezes, em dias consecultivos, for luz em minha vida...
Prefiro permanecer na escuridão, ao menos meu sono rende mais.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

602

O calendário brinca comigo, gosta de me confundir.
Meu relógio é tão inflexível que nem posso discutir.





Pessoas dizem que o que escrevo faz sentido apenas a quem me conheçe.
Se cada um vê o que quer...
Por que não acham seus próprios sentidos dentre minhas palavras?
Por que o meu sentido desorientado serviria a alguém? -se mesmo a quem confesso as verdades que escondo parece uma bússola quebrada.


Desculpe-me a sinceridade, mas sempre que achar entender ao que me referi é porque está enganado. Ou você saberá, ou será outra visão.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

zen

Ajeite-se na cadeira.
Perceba que você respira.
Inspire e expire lentamente.
Pause qualquer musica agitada.
Concentre-se só no que está lendo.

Você consegue sentir seu coração batendo?

Consegue perceber o sangue correndo em seu sistema?
Sente todo o movimento que ocorre mesmo estando parado?

Pense na sua maior dor.

Física, sentimental ou espiritual.
A maior, que mais fez você sofrer.

Você consegue ao menos lembrar?

Não é qualquer dor.
Não é apenas a que aflige-lhe agora.

Pense na sua maior alegria.

Um dia, um minuto, um conjunto de ocasiões.
Aquele sentimento de euforia e preenchimento.

Você consegue ser inundado novamente?
Consegue sorrir com a lembrança?

Quanto da sua vida é lembrado?
Quanto ignorado?

Você tem certeza que tem dado atenção ao que lhe faz bem?

sábado, 7 de fevereiro de 2009

observações IV

E quando vai chegando ao fim o cigarro amarga, ainda mais.
Talvez como aviso que o deleite acabou.
Uma forma condicionante ao comprador: o início is the best.
compre mais!
→Ciclo de fel em busca ao prazer incompreensivel.

E o amargo do cigarro não é capaz de disfarçar o amargo do café.
Mas o doce do biscoito faz o amargo quase intragável.
Amargo café ou cigarro?

domingo, 1 de fevereiro de 2009

mais ou menos

Cada lágrima que verto, um dia a menos. --- Cada sorriso que dou, um dia a mais.

Cada amigo que perco. -------------------- Cada pessoa que conheço.

Cada hora que estudo. -------------------- Cada segundo que aprendo.

Cada acerto em vão. -------------------- Cada erro que cometo.

Cada certeza. -------------------- Cada suposição.

Cada amor. -------------------- Cada motivo.

Cada momento. -------------------- Cada mudança.

Cada perspectiva. -------------------- Cada frustração.

Cada glória. -------------------- Cada fracasso.

Um dia a menos para cada coisa que aparenta ser boa.
Uma dia a mais para esperar algo que vai ser melhor.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Os restos que faço questão de espalhar

O que pensei ontem é segredo.
O que sonhei.
O que fiz hoje.

Um único e grande segredo.
Irei contar aos que quiserem ouvir.
Não ler.
Mas sem detalhes.
Os acontecimentos são meus, apenas.

As testemunhas:
Umas invisíveis, umas ignorantes,
umas já inexistentes, umas mudas, umas confiavéis.

A liberdade alcançada.
O prazer que preenche.
A paz que é mentirosa.
o fulgor sendo ilusão.

Contradições rompendo restrições.
Infringindo leis e hipocrisias.

A verdade é que no princípio ansiei por companhia;
Princípios são tão mutáveis...

-dubialidade, companheira (in)se{pár}a[ve]l-

peças ignescentes exalando vapores que têm seu saibo exaurido por um combustivel disfarçado.
a brisa gélida eriçando os pêlos lentamene perde espaço aos raios dos sol.
o barulho do silêncio preenchendo qualquer lacuna existente.
papéis em branco tomando cor e virando cinza.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

=P

A'Naya:
-aff vc nunca deixa sua prima de milésimo grau feliz... :/
Arth:
-?
-e eu vou lá advinhar o q vai te deixar feliz
A'Naya:
-¬¬
-não é tão dificil
Arth:
-se vc me dissesse ia ficar ainda mais não tão difícil
A'Naya:
-mas ai perderia toda a surpresa de vc me deixar feliz

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

paredes, porta, janela.

teto é mais uma parede, chão é equilibrio.
parede é limite.
a mente entre as paredes é ilimitada.



entrada e saída, pode ser porta
ou janela, na emergência.
às vezes a porta deveria ser parede.
às vezes a janela também.

a janela é como a esperança:
nos faz querer, mas não alcançar.
no fim é ilusão: nos faz acreditar, apenas.

a porta exige coragem:
mesmo sabendo o que esperar,
não há como saber.
conheço pouco e sinto muito.
isso não é desculpa.
isto tem dubialidade.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

As cinzas do cinza: inundam e amedrontram.

Um pigarro vez ou outra.
Um cigarro noutra boca.


Escarro, vômito, tosse, espirro.
A cura, esperada não deixa de ser.
Talvez algo ainda mais indefinido.
Uma causa frustrada explorada por você.


Palavras regurgitadas?
Doença sanada.
whatthefuckhell?!







E a tola esperança, sempre presente n'alma dos bobos que procuram desculpas para um sentimento idiota de inércia, envolve o ego. Talvez exista para que a dor seja amenizada com o conflito diário da razão e ilusão. É inútil quando persegue causas perdidas, mas se consegue ganhá-las reafirma sua existência como um mal necessário.



o que eu gostaria de deixar bem claro:
minhas rimas são toscas pra caralho!

Segundo o dicionário:

Devaneador, adj. e s. m. Que, ou aquele que devaneia; sonhador.

Devanear, v. tr. dir. Imaginar, fantasiar, sonhar; intr. delirar; dizer ou imaginar coisas sem nexo; desvairar; tr. ind. cuidar, pensar. (De de+lat. vanu.)

Devaneio, s. m. Ato de devanear; sonho; fantasia; delírio, divagação; quimera.
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