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sábado, 30 de março de 2019

Sobre aprender a não doar o que não se tem

É um nível de crueza emocional que compartilhamos que por mais que nos afastemos sempre estará ali. Eu não sinto falta, nem lembro do aniversário, mas estamos ligados por essa história.
E eu não deixei de ser importante para ele, da maneira dele. Só que para mim ele deixou de ser. Porque sou intensa demais para ficar feliz com pessoas numa estante de fotos. E ele sabe disso e sofre com isso, da maneira dele. Aprendi que consigo fazer nada e é o melhor para todo mundo quando assim o faço.

domingo, 13 de janeiro de 2019

terça-feira, 7 de março de 2017

nostalgia dos amores passados


Nem tudo que é triste dói.
E das coisas que se perderam no caminho...
Sigo amando.
♠♦

domingo, 5 de março de 2017

eleanor rigby

"All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?
Ah, look at all the lonely people"
The Beatles - Eleanor Rigby


Conheci algumas pessoas solitárias que nada tinham de sozinhas.
Não você.

quinta-feira, 2 de março de 2017

de

Entre nós existe um infinito
Não há pressa em preenchê-lo





Do que hoje não precisa ser dito,
O silêncio basta e o entendimento se faz.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Agora consigo finalmente jogar outra coisa



I

Cartas na mesa;
O jogo acabou;
Não há vencedor.


II


Eu fui conforto;
Assim como você.
Isso nunca bastou.
Obrigado.


III

Que posso dizer dessa jornada? 
Anos de angústia e deleite...
Amei.


IV

Das suas desculpas você tem que se convencer.


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

tua culpa que é minha


as respostas que procuro não são certezas ou compromissos
são as verdades não ditas que pairam entre nós
preciso confirmar o passado para seguir em frente
dar passos firmes sobre o que constituiu essa história mal contada

diga-me o que escondes
mostra-me o que desconheço
reassegura-me que te deixarei livre dos meus sentimentos

é o medo que me prende a ti
peço: liberta-nos!

sábado, 4 de abril de 2015

a sinceridade de uma conversa sem o outro

A melhor conversa que tivemos.

De minha parte - paredes são testemunhas - palavras agridoces, almiscaradas e rijas foram embaladas por lágrimas. Tristeza fazendo-se carvão, alimentando a raiva enquanto transformava-se em cinzas para a brisa levar.
Levou também as palavras, que foram curtidas por anos: hora por amor, hora por ressentimento.
Dei vazão aquilo que precisava ser dito, o necessário à sanidade e nada mais - no tênue limite entre dor e loucura.

E teus ouvidos ficaram tão agradecidos, bem sei. Não me dirás, mas foi melhor o silêncio; exaures-te tão fácil.
Palavras ditas que não foram ouvidas, para alegria da boca minha e alívio dos ouvidos teus.
Regojizas, terás tanto silêncio quanto desejar.
Será meu presente, dedicado pelo amor que ainda sigo a cultivar.

domingo, 31 de agosto de 2014

cores que eu vejo


Foi num virar de pescoço que sumistes; esperei, então procurei.
Estava escuro e disseste-me que não tinhas cor.
Voltei por ti e escutei que deveria encontrar outrem, pois cores não faltavam nas pessoas; tu como exceção. Cores bonitas, que eu era merecedora, ao invés daquela escuridão e um ser acromo.
Respondi simplesmente que era tu quem me interessava, a tua cor ou a falta dela.
Não me ouviu.
Eu sou atraída pela cor que não percebes ter.
Ou pior, vejo multicolorido onde há ausência.
E também não percebes isto.



quinta-feira, 1 de agosto de 2013

31.07.2013


Não é uma questão de lágrimas
E tantos pensamentos prendem minha voz
Os socos na parede não marcam nada
A face impassível significa mais

terça-feira, 23 de julho de 2013

desencanto


um abraço esquecido
oportuno, indiferente

o encanto jaz
e meus ímpetos são contidos pela noção de que 
não há aquele capaz de me ver crua

em tentativas me escapam facetas
tão minhas, à você - estranhas

sigo o mesmo receptáculo para o coquetel indefinido-multicolorido que me preenche
não me sorvem, não que eu queira. deixa ferver.
borbulharei em meus sentimentos. deixa ferver.

terça-feira, 2 de julho de 2013

adeus amores


irei alimentar a realidade em vez das fantasias
chega de relações transcendentais,
com tendências unidirecionais.
eu quero corpo, fluído e mordida.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

fireworks


os sentimentos
borbulham, explodem e murcham
tal os riscos breves que pintam o céu
não há silêncio

os fogos vistos da janela
me deixam ainda mais inquieta

não há silêncio
e desejo apenas surdez
pelo melhor.

"Como você está?"
-pergunta idiota.
"Somos um casal de um filme de Ben Stiller"
-não sou Mary ou Polly, infelizmente.

sábado, 29 de junho de 2013

throwing up


pensando já na despedida
imaginando o caminho de volta
nada permanece

das palavras ditas ao vento
quantas são para me convencer que nenhuma delas havia destinatário?

meu futuro querido amigo,
caso sigamos pelos mesmos caminhos,
que nos enxerguemos ante as luzes e escuridão

sábado, 20 de abril de 2013

difusão


O que fazer com o antes dirigido?
Disperso.
E lidar com o já não recebido?
Disperso.





Dôo a cada brisa.
Importa-me dos raios de sol às gotas de chuva.
Em frio e calor: sorrio.



E mesmo no desperdício em manter tal lugar vazio,
Com o foco embaçado pelas lágrimas que nunca cairam...
Com as lentes arranhadas pelas cicatrizes acumuladas...
Nada resta a fazer, senão procurar outro amor dentre as folhas e joaninhas.




a falta não é sentida, mas é transbordar
admiro o novo espaço, pensando no que será


terça-feira, 26 de março de 2013

... já que as palavras se perdem.



O coração perdeu o tom
A valsa desfaz-se
Da composição em tríade mal sobra o ritmo.

A boca seca por lamber feridas,
Dona de sorrisos tortos pelos infortúnios da vida,
Já não assovia tentando recuperar o passo,
Pois o ar se perde dentre os lábios rachados.

Da cor amarga que cerca
Da fonte venenosa que brota
Dos campos inférteis que sustentam
Renascerá.


sábado, 23 de fevereiro de 2013

closure (ou Adeus Fim do Mundo)


O tempo se fez presente, feridas se curaram
O sorriso é reflexo.

Das rotinas refeitas em não-rotinas.
Dos devaneios (re)compartilhados.
Do amor sem dor, ainda mais amor.

Sem teto de vidro e chão de ovos.
Sem orgulho, medo e ilusões.
Sem planos, mapas e guias.


Amemos, Amém.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

procedimento


Abrir o peito, cuidadosamente - aplicando a força necessária - arrancar o coração e depositá-lo numa jarra. Lacrar bem.
Esquecer de sua existência e seguir sorrindo pelo mundo.


"Parece estranha a garota..."
"Bobagem; continua a mesma."

"Mas... Tem algo nos olhos..."
"Como reparar em contraste ao brilho dos dentes?"

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

re-signo


Calei, por cansaço e tendo aprendido
Pois os lábios podem ser contraditos
E o fôlego é pouco para retratações.
Surda estou, aos meus próprios impétuos
Afinal o que é a negação alheia comparada a própria?


Cega fico aos antigos caminhos que insistem sob os mesmos espinhos reabrir as chagas mal cicatrizadas




segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

cuidado com as garras -e dentes.


Se diz torta; se vê estática diante a fluidez do mundo.
Quanta bobagem...
Eu vejo monstro, de pisada forte, capaz de deixar marcas em tudo que se der ao trabalho de tocar.

Eu, com meus olhos de monstro, te vejo linda.




Segundo o dicionário:

Devaneador, adj. e s. m. Que, ou aquele que devaneia; sonhador.

Devanear, v. tr. dir. Imaginar, fantasiar, sonhar; intr. delirar; dizer ou imaginar coisas sem nexo; desvairar; tr. ind. cuidar, pensar. (De de+lat. vanu.)

Devaneio, s. m. Ato de devanear; sonho; fantasia; delírio, divagação; quimera.
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