quinta-feira, 12 de junho de 2014

foi uma frase dita numa varanda


Um coração conquistado com uma mentira, ainda assim, ama igual.
Sofre e sangra igual. Bate no peito igual. E também para de bater.

Não faça pouco caso; ainda menos caso...
Mesmo que a mentira não tenha saído da sua boca.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

bixa melhore

tão lindo
ofender
sem querer
e sentir prazer
por ter ofendido

Não é a palavra que ofende
É a ofensa que se faz em palavra
Negar não é deixar de ser
Qual dor se fez em você?

domingo, 12 de janeiro de 2014

Uma prosa


No momento que me encontro não há figuras de linguagem que queira usar - sei que surgirão por fazerem parte da minha maneira de escrever.

Assim como os anos passam e a realidade torna-se o que nos envolve, decisões precisam ser tomadas de modo a que não reste espaço nos atos ao que não seja direcionado pela maturidade.

A vida é aquilo que fazemos dela, as dores e alegrias vêm do que procuramos. Seguir usando fugas não traz nada além de retardo ao crescimento; decisões sóbrias e duras têm que ser tomadas para que se cumpra o papel social designado, para que o crescer seja alcançado da maneira que é ensinado às crianças.

Não que os sonhos deixem de existir, não que se galgue uma trilha de arrependimentos, não que seja o decreto do fim da felicidade leve ou da alegria efusiva.
Nada de bom vem das fugas? Mentira. Nada de concreto vem delas, apenas.

Metas não serão postas como a razão da minha existência, porém a falta de motivos para o dia seguinte só é reflexo da estagnação; o ciclo de nascer-morrer parou num ponto crucial em que quanto mais tempo perdido, mais um peso aqueles que me cercam me torno.

Que eu seja o peso que minhas pernas aguentem.

Que me orgulhe dos erros que cometerei, que aprenda a lidar com minhas falhas, mas que seja eu quem me sustente às custas da minha própria capacidade.

Até quando der, até onde for, até como puder.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

ex phantasiae



das lágrimas secas em pó de memória

dos 'adeus' que não foram ditos

e as palavras que ressurgem sem terem existido

antes andar sobre as nuvens de chuva

antes receber os raios de sol longe dessa terra de agouros

da minha loucura em negar

da minha paz em não ser

eu sangro coagulos de tinta

que jorrem e sumam os sonhos ruins

ao findar o dia apenas descansar

onde mato deus ex machina
e fico eu entre hominis ex phantasiae

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ironia seria então morrer.


Descoberto então um novo apreço à vida.
Não por ela, mas pelo antagonismo à morte.

Por que findar?
Por que continuar? 
Há o que fazer!

Exaurir o que parece não ter fim.
Expelir a última gota de todo mar turbulento e imensurável que em mim habita.
Por risadas transcritas e lágrimas em tinta.
Das angústias e torturas em ser, dos prazeres tênues.
E tudo o mais.
E tudo o mais em não ser o fim.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Aprendizagens

Unidas tal uma colcha de retalhos...


A rotina se faz e desfaz
Momentos são fulgazes
Sorrisos espôntaneos são preciosos
Um olhar de admiração marca
Atenção se conquista
Solidão é necessária
Companhia é vital
Mudanças acontecem
Desapego é difícil
Esperança tem dois lados
Certezas podem cegar
O belo é pessoal
A mente é perigosa
Pessoas são pessoas e só


sábado, 3 de agosto de 2013

desnutrição


Toda vontade suprimida
Negação na ponta da língua
Exausta estou,
Sem disposição a sorrisos

Necessidades nunca saciadas
Alívio é desconhecido
Devo me exorcizar
Aprender a ser o meu bastante

Não sentir é a melhor fuga
-Bom remédio a toda frustração
E a morte de qualquer expectativa,
Antecipadamente.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

31.07.2013


Não é uma questão de lágrimas
E tantos pensamentos prendem minha voz
Os socos na parede não marcam nada
A face impassível significa mais

quarta-feira, 24 de julho de 2013

dear (imaginary) lord

Forgive me.
Because if you don't, no one else will.
Afterall my excuses are poor and I don't feel guilty myself.


Eu ri, menosprezando sentimentos alheios.
Sem o mínimo de compaixão por lástimas e longos discursos repletos de dor.
Parece a mim tão estúpido o cenário de angústia...
Que nem pena destino aos envolvidos.
Não venham a mim, almas pequenas, em seus suplícios ou retumbarei em gargalhadas.

amém.

terça-feira, 23 de julho de 2013

desencanto


um abraço esquecido
oportuno, indiferente

o encanto jaz
e meus ímpetos são contidos pela noção de que 
não há aquele capaz de me ver crua

em tentativas me escapam facetas
tão minhas, à você - estranhas

sigo o mesmo receptáculo para o coquetel indefinido-multicolorido que me preenche
não me sorvem, não que eu queira. deixa ferver.
borbulharei em meus sentimentos. deixa ferver.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

amarga


Sempre insuficiente
Nunca o bastante
Serei eu apenas metade
Em meio vazio: completa

terça-feira, 9 de julho de 2013

de onde queria estar


Do pó que me faço
Do pouco que dôo
Nada persiste
Nem marca

Um sopro já basta
E vou para longe
Sem despedidas

sábado, 6 de julho de 2013

ah essa sina


Ser colorido no cinza e entrar em meios tons no contraste ao vibrante
Ser o que puder, para criar uma teia resistente aqueles que lhe seriam indiferente

nunca sendo o suficiente
mas não deixando "de querer conquistar uma coisa qualquer em você"

Segundo o dicionário:

Devaneador, adj. e s. m. Que, ou aquele que devaneia; sonhador.

Devanear, v. tr. dir. Imaginar, fantasiar, sonhar; intr. delirar; dizer ou imaginar coisas sem nexo; desvairar; tr. ind. cuidar, pensar. (De de+lat. vanu.)

Devaneio, s. m. Ato de devanear; sonho; fantasia; delírio, divagação; quimera.
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