Mostrando postagens com marcador cavaleiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cavaleiro. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de março de 2017

do real o pó


Hoje sonhei com você
E foi bom até perceber

Nada em ti me faz
São memórias de vazio
E reminiscencias de não ser

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Agora consigo finalmente jogar outra coisa



I

Cartas na mesa;
O jogo acabou;
Não há vencedor.


II


Eu fui conforto;
Assim como você.
Isso nunca bastou.
Obrigado.


III

Que posso dizer dessa jornada? 
Anos de angústia e deleite...
Amei.


IV

Das suas desculpas você tem que se convencer.


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

tua culpa que é minha


as respostas que procuro não são certezas ou compromissos
são as verdades não ditas que pairam entre nós
preciso confirmar o passado para seguir em frente
dar passos firmes sobre o que constituiu essa história mal contada

diga-me o que escondes
mostra-me o que desconheço
reassegura-me que te deixarei livre dos meus sentimentos

é o medo que me prende a ti
peço: liberta-nos!

sábado, 29 de agosto de 2015


Travessias impossíveis de linhas imaginárias,
Motivos vários:
Medo e conforto.
Falta de vontade de ir ao outro lado.
Não há linha a ser atravessada.

Ou, Algumas coisas apenas são.

domingo, 26 de maio de 2013

em luto


Lábios rubros representam a dor
Cílios ainda mais negros são o véu

Assentar, Fluir e Secar
O espaço do que foi arrancado há de reconstruir-se
Em tempo; apenas a memória restará



Por que tantas mortes?
São os maus amores...

sábado, 25 de maio de 2013

one less



Tudo que posso fazer é continuar respirando
Embora até isso parece dificil
Meu peito fica mais pesado a cada movimento

Em resolução rápida tento escapar da angústia que envolve
Correndo, as palpitações do esforço se confundem com os sintomas de raiva e desespero
Os pulmões queimam e num surto parece-me que o ar é meu veneno

Breve esclarecimento vem, não há névoa tóxica: é apenas a visão turva

Sem ter para onde fugir - já que a cela está dentro de mim
Resta apenas, exausta, resignar-me enclausurada em meu mundo interior
Onde os piores pesadelos não são capazes de dilacerar tal a realidade



o melhor e o pior!
Venha abstinência,
sem sonhos lúdicos
e engodos pérfidos





terça-feira, 16 de abril de 2013

Não é vontade


É súbito.
Sufocante.
A impotência pela angústia.

Arranharia o peito por dentro
(se pudesse)
Tentando desgrudar esse visco
(Esse vício)
de saudade amarga.
(cíclico)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

he said, he said



É passada a ideia, de mil maneiras distintas, que o não gostar transforma-se.

Que sempre é válida uma nova tentativa em alcançar o desejado.
(Insistindo infinitamente, pois a possibilidade não se extingue.)

Embora não negando a frustração da esperança quebrada.
Ainda é mais válida a coragem em se fazer de tolo
Usar de todas as chances e deixar o peito exposto
Do que ter o orgulho como desculpa ao silêncio.
Afinal algumas sensações nunca acabam.
E é melhor ter a certeza do fracasso
Que a dúvida sobre a última chance.

________


Pois saiba que meu peito não é de aço.
Meu orgulho é a última defesa.
Ainda assim tanta tolice me deixei fazer.

__________

Ela vociferou em suspiro:
Não há porquê usar de tal coragem para ser desprezível.
Lutar pelo desejado só é nobre enquanto pouco se tem.
Não confunda empatia com  indulgência.

sábado, 29 de dezembro de 2012

De quem odeia perder (ou Quartos; ou 2/4)

Encarou a porta fechada, centímetros distante do próprio nariz.
Suspirou, erguendo o punho deu leves batidas.
Chamou baixinho o nome, ainda nenhuma réplica.

Sabia que se virasse a maçaneta poderia entrar no quarto.
Porém antes de tudo queria escutar a resposta dele.


"Posso dormir com você?"

_____________________


Não falaria uma palavra a alguém, se recusava a formar qualquer pensamento sobre o assunto.
Ao entrar no quarto e ver a cama sem a outra figura ali deitada trazia a certeza da ausência.
Gostaria de apagar as lembranças e jamais ter visto os sorrisos sonolentos.
Ou o rosto sereno enquanto o peito se movimentava quase despercebidamente no corpo inerte.
Talvez juntamente esquecer os olhos despertos e todas as nuances refletidas.
Apenas a memória das risadas lhe trazem a boa sensação de morno ao peito; ecoam no vazio que ela deixou.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Babel


Eles se abraçaram.
Antes de seguirem caminhos distintos ela o fez se curvar e beijou-lhe a testa sussurando:

"Desejo tudo a você, o que lhe faça feliz."
"Por que sempre me deseja isso?"
"Porque não conseguirei ter o que desejo a mim."
"A outro pertence?"
"Ainda não, mas recusa-se a ser meu. Então apenas desejo-lhe tudo que o faça feliz."

Ele sorriu e calado foi embora.
Suspirou indo em direção oposta, não há necessidade em lutar por uma causa perdida.
Apenas desejava com todo o coração.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

enquanto isso

No rosto refletido,
Pupilas dilatadas.

Boca entre aberta,
Respirar profundo.

Pulso rápido,
Mente branda.

Na ponta dos dedos a lembrança de outro coração acelerado.

domingo, 9 de setembro de 2012

sem bote salva-vidas

Mergulho.
Todo o barulho do mundo desaparece.

Tão extasiada pela sensação,
Nado cada vez mais ao fundo.
Sem abrir os olhos.

Meu corpo adormece.
Não preciso de ar.

Há fusão entre corpo e água.
Silêncio da vida.

Frio enrijece os músculos. (Mas)
Não existe o que segurar.

Aqui quero permanecer.
Sem identidade ou corpo próprio.

Paz.






∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞  ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ 









Pulmões apertam.
Olhos se abrem.
O escuro envolve.
Movimentos delicados transformam-se.
Braçadas erráticas.
O corpo grita "Não pertenço".
Quando finalmente a boca suga todo ar que é capaz...
A mente sente falta do barco abandonado.
Com sorte estará longe demais para alcança-lo.

É preciso terra; chega de ficar à deriva.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

falando o mais claro que consigo, para não ser ouvida

E num piscar de olhos aceitei o meu lugar, porque sabê-lo não significava agir de acordo.
Talvez me permita um último devaneio, porque logo já não me faltará o ar.




Sentir-se em transição; estar feliz.
Uma paixão morre para dar lugar a mais amor.
Sem passivo-agressividade, sem ciúmes, sem mil intenções.
E dói como o último suspiro antes da resignação.

Ainda há devaneios, porém em formato de 'e se', não mais ânsias frustradas.

Continuar desejando proximidade.
Entretanto sem buscar algo inexistente; contentar-se com o real.

Sermos amigos é real e feliz.

Falta  indiferença aos carinhos, portanto há cautela.
Restam planos a cumprir e certezas a ter; sem hipocrisia: pouca é a inocência, mas não há pressa por resultados, nem esperanças.
Em um ano celebrar o funeral de uma paixão necessária, mas infeliz, que por longos 8 anos assombrou com previsões fracassadas uma reciprocidade imaginária.

Que de agora em diante o ame como cúmplice, apenas, não mais como possível pretendente.
Já não posso continuar me enganando.



Seguiremos como amigos porque é a única coisa que sabemos ser.



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mas amo.

E mesmo sabendo que amo, às vezes duvido.
Talvez por não querer acreditar, talvez pela dormência que me domina.
Talvez pela negação ser tão mais fácil de conviver.


E mesmo sabendo que amo, às vezes gostaria de não amar.
Talvez por desejar independência, talvez por sentir o peito tão pesado.
Talvez pela satisfação em não se decepcionar.


Mas amo.
Não há muito o que fazer sobre isso.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

diferentes




Não arriscar faz parte da receita onde não se quer perder demais.

Eu tenho muito a perder, pois meu é o universo em expansão.
E ainda assim, é meu impulso que percorre o caminho, minha cara a que fica por bater.
Posso ser hipercritica, racional e analitica. -me faltando coragem pela analise de baixas probabilidades.
Mas covarde não sou, você sim.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

trecho de um brainstorm

Vidas opostas não tão dispostas, inteirando-se e coexistindo num mar de coicidências e planos.
Vejo pouco do que é e muito do que gostaria, pois imaginar é um dom que nem sempre é controlável.
E saber que a realidade não é dói tanto quanto querer que ela não fosse e ainda mais do que odiar por ser.
E o grito entalado transformado num sorriso torto não ajuda.


"Mas então todo desconforto some e não consigo distinguir se é por indiferença ou por anestesia."

domingo, 11 de setembro de 2011

Argh.



É mentira.
Não porque o seja, 
Mas porque me nego a crer.


Que tudo seja piada,
De mal gosto, mas piada.


Não quero admitir o contrário.




Maldito ciclo.
Maldita vicissitude.
Por que não acabar antes mesmo de começar?

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

esconde-esconde onde não há procura



Vou te inundar com palavras coloridas.
Vou te embalar com sonhos melódicos.
Vou te abraçar como quem aspira a vida.




eu quero você pra mim.


eu só quero você em mim;
o sentimento de você em mim.


na revelação que você está em mim,
entristece por não ser o suficiente.


de mim em você.
de você em mim.





E eu brinco e faço charme,
mas você me conhece e sabe das minhas artimanhas.
Já nem liga, ou finge que liga para entrar na brincadeira
e me fazer feliz.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Amo.

Simples como respirar.

Em tríade, tal valsa;
Descompasso ritmado.

domingo, 28 de agosto de 2011

por quem pesquisou 'more four days'

O quanto já escrevi sobre você é ridículo.
E anônimo.
Quero dar-lhe uma cor para que possa pintar e não escrever.
Porém, pior do que as palavras que me faltam é essa cor indefinível.
Algo entre eSpinHoS, desfocado, c a c o s e morno.

Dos suspiros que já não dou.
Pelo ar que não me falta.
Tremores que deixaram de ser.
Além do coração e seu ritmo constante.
Resta a história dos momentos.
E são mais do que gostaria;
Representam menos do que gostaria;
Dúvidas e dúvidas.

O que desejo é o que desejar;
Seja o que for.
E se não for tudo bem.
Meus sentimentos são outros e não há o que possa feri-los.

Segundo o dicionário:

Devaneador, adj. e s. m. Que, ou aquele que devaneia; sonhador.

Devanear, v. tr. dir. Imaginar, fantasiar, sonhar; intr. delirar; dizer ou imaginar coisas sem nexo; desvairar; tr. ind. cuidar, pensar. (De de+lat. vanu.)

Devaneio, s. m. Ato de devanear; sonho; fantasia; delírio, divagação; quimera.
eXTReMe Tracker