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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Agora consigo finalmente jogar outra coisa



I

Cartas na mesa;
O jogo acabou;
Não há vencedor.


II


Eu fui conforto;
Assim como você.
Isso nunca bastou.
Obrigado.


III

Que posso dizer dessa jornada? 
Anos de angústia e deleite...
Amei.


IV

Das suas desculpas você tem que se convencer.


sábado, 4 de abril de 2015

a sinceridade de uma conversa sem o outro

A melhor conversa que tivemos.

De minha parte - paredes são testemunhas - palavras agridoces, almiscaradas e rijas foram embaladas por lágrimas. Tristeza fazendo-se carvão, alimentando a raiva enquanto transformava-se em cinzas para a brisa levar.
Levou também as palavras, que foram curtidas por anos: hora por amor, hora por ressentimento.
Dei vazão aquilo que precisava ser dito, o necessário à sanidade e nada mais - no tênue limite entre dor e loucura.

E teus ouvidos ficaram tão agradecidos, bem sei. Não me dirás, mas foi melhor o silêncio; exaures-te tão fácil.
Palavras ditas que não foram ouvidas, para alegria da boca minha e alívio dos ouvidos teus.
Regojizas, terás tanto silêncio quanto desejar.
Será meu presente, dedicado pelo amor que ainda sigo a cultivar.

terça-feira, 2 de julho de 2013

adeus amores


irei alimentar a realidade em vez das fantasias
chega de relações transcendentais,
com tendências unidirecionais.
eu quero corpo, fluído e mordida.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

quando você tem problemas



Eu mostro minha face, mas já não importa.
Abro meu peito: você apenas olha.
Vomito os significados, ainda sem resposta.

Ao menos...

Ao menos...

Não houve grito de horror, expressão de asco ou virar de costas.

Assentir mudo, desviar de olhos e um pouco mais de silêncio.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

closure (ou Adeus Fim do Mundo)


O tempo se fez presente, feridas se curaram
O sorriso é reflexo.

Das rotinas refeitas em não-rotinas.
Dos devaneios (re)compartilhados.
Do amor sem dor, ainda mais amor.

Sem teto de vidro e chão de ovos.
Sem orgulho, medo e ilusões.
Sem planos, mapas e guias.


Amemos, Amém.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

cuidado com as garras -e dentes.


Se diz torta; se vê estática diante a fluidez do mundo.
Quanta bobagem...
Eu vejo monstro, de pisada forte, capaz de deixar marcas em tudo que se der ao trabalho de tocar.

Eu, com meus olhos de monstro, te vejo linda.




quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

he said, he said



É passada a ideia, de mil maneiras distintas, que o não gostar transforma-se.

Que sempre é válida uma nova tentativa em alcançar o desejado.
(Insistindo infinitamente, pois a possibilidade não se extingue.)

Embora não negando a frustração da esperança quebrada.
Ainda é mais válida a coragem em se fazer de tolo
Usar de todas as chances e deixar o peito exposto
Do que ter o orgulho como desculpa ao silêncio.
Afinal algumas sensações nunca acabam.
E é melhor ter a certeza do fracasso
Que a dúvida sobre a última chance.

________


Pois saiba que meu peito não é de aço.
Meu orgulho é a última defesa.
Ainda assim tanta tolice me deixei fazer.

__________

Ela vociferou em suspiro:
Não há porquê usar de tal coragem para ser desprezível.
Lutar pelo desejado só é nobre enquanto pouco se tem.
Não confunda empatia com  indulgência.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mas amo.

E mesmo sabendo que amo, às vezes duvido.
Talvez por não querer acreditar, talvez pela dormência que me domina.
Talvez pela negação ser tão mais fácil de conviver.


E mesmo sabendo que amo, às vezes gostaria de não amar.
Talvez por desejar independência, talvez por sentir o peito tão pesado.
Talvez pela satisfação em não se decepcionar.


Mas amo.
Não há muito o que fazer sobre isso.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

um pouquinho de egoísmo

Eu gosto de te fazer rir. -Gargalhar.
Mesmo sem corpo presente sinto a sinceridade das palavras que me vêem simbolizando o riso.
Eu gosto de lembrar como é tua risada, assim tenho minha dose de você feliz sempre comigo.

E não é sobre superficialidade.
E não é sobre densidade.

É alegria e entendimento.

Saber o que te faz rir é saber que te conheço.
Te fazer rir é fazer sorir meu coração.



 

sábado, 17 de setembro de 2011

estruturalternância


Vocêu.
VOCÊ
    u.
Você
   eu.
você
   Eu.
   EU.
   Eu.

NÓS
...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Amo.

Simples como respirar.

Em tríade, tal valsa;
Descompasso ritmado.

terça-feira, 15 de março de 2011

caça-palavras

Eu tento me abster. Digo a mim que não te usarei de inspiração.
-que minhas palavras valem mais do que serem gastas com quem finge não as ler.

Então que sejas uma expiração, um exalar breve, um suspiro.


Procuro por mim em cada batimento que teu coração dá, mais por me importar com ele do que querer me achar
-mesmo as vezes desapontanda por confundir-me a direção de alguma palpitação.


Será que realmente finges não ler,
ou é a minha falta de coragem em te perguntar?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

um meio cordel entoado

Eu te digo, alto e claro como se não me importasse:
Pus-te de lado, tu menina e teu vermelho, ainda digo sem medo:
Está desbotado, garota, tu e teu coração que bombeia pixe e entope as veias,
Mas fervilha e esquenta teu corpo disfarçando um pouco o teu sopro gelado.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

sobre

Algumas coisas morrem, outras apenas terminam.
Sem necessariamente um meio, tudo tem um fim depois do começo.


Morre um pouco por dia, a doença conquista seu corpo - e você desistiu.
Como lutar por alguém que já desistiu?


Tentei; falhei; desisti por um momento. Mas voltei e sua porta está trancada. Posso derruba-la, parte de mim acha que você quer isso; não vejo motivos para me esforçar já que não sei no que resultaria. Passo seus remedios e comida por baixo da porta, esperando encostada nela ouvir qualquer ruído.
Quem sabe você a destranque...
Quem sabe esteja tomando os remédios...
Quem sabe um dia noto o seu cheiro pútrido e ligo para a funeraria...
Quem sabe eu passe um bilhete e não volte mais...
"Senhor, já não o amo."

domingo, 12 de setembro de 2010

um passo adiante

Cortar
Tosar
Conter
Diminuir
Partir
Arrancar e/ou Deixar

Um passo adiante.
Parar de sentir.
Cumprir rituais de perda, luto e desapego.
O tempo preenche, transborda e continua.

Decisões tomadas com sorvete e solidão.
A última chance perdida junto a esperança.
E a lua sorridente que lembra; talvez o momento de já não lembrar.
Seja recordação até virar indiferença.
Possuindo ou não o conforto de conhecer como tudo termina.

domingo, 25 de julho de 2010

3/4

das quatro coisas essenciais penso que talvez, quem sabe não faça segredo, eu tenha achado três.


soumos

me falta o ar

sexta-feira, 24 de julho de 2009

considerações finais

Se te mato, és zumbi.
Se te prendo, és fantasma.
Se me escondo, és sombra.
Se me acomodo, és espinho.
Se viajo, vens na mala.
Maldita perseguição, da qual não sei minha parcela de culpa.

terça-feira, 21 de julho de 2009

21may

E eu chorei como uma criança;
Sem controle ou motivo exato.
Quase desesperadamente, pois.
Soluços e contrações, berros.
Minha causa inexata foi você.
Maldito seja o amor entregue:
Todo de mim, mas nada possuo.

sábado, 27 de junho de 2009

Onde o que foi esquecido voltou a ter significado.

Já não é um conto e só;


Aquele feito para você;


É uma tradução da alma;


Onde só você entenderá.

-palavras repetidas me perseguem

quarta-feira, 10 de junho de 2009

d'alma

Hoje o sol brilhou, assim como ontem, diferente de dias atrás.
Me lembro:

Nuvens acinzentadas e o vento que bagunçava meu cabelo.
Um gosto amargo e uma sensação estranha.
Uma felicidade intrigante.
Alguns sorrisos, vagamente.

Entre uma correria e outra, atrasos e inesperados.
Momentos poéticos surgem de repente nos ofuscando e preenchendo.
Celebramos mudamente e guardamos na alma o que é nosso por direito.
Ah, esses preciosos momentos...

Agora eu beberei água e juro não precisar de mais nada.
Nem de abraços apertados, nem de olhares magoados.
Tampouco de conversas serias ou intenções indiretas.
Não irei fechar a cara, vamos deixar tudo variar.
O que há de acontecer, virá.

Segundo o dicionário:

Devaneador, adj. e s. m. Que, ou aquele que devaneia; sonhador.

Devanear, v. tr. dir. Imaginar, fantasiar, sonhar; intr. delirar; dizer ou imaginar coisas sem nexo; desvairar; tr. ind. cuidar, pensar. (De de+lat. vanu.)

Devaneio, s. m. Ato de devanear; sonho; fantasia; delírio, divagação; quimera.
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