segunda-feira, 6 de junho de 2011

Diagnóstico Geral


Estou calma.
Você não me quer assim;
Deseja minha inquietação.
Os sorrisos febris e altas gargalhadas;
Os passos rápidos e piruetas no meio do asfalto.
Porém estou calma.
Sobram longos olhares e batidas de cílios;
O canto da boca erguido, mas risadas sem ênfase.
Não há urgência pela vida que escorre, só paciência.
E paz.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Saiba que


Minha mente é uma bagunça,
Meus atos questionáveis,
Minha força proteção,
Meu espírito inquieto,
Minha defesa indiferença,
Meu senso impecável.
Saber não me ajuda.
Você não quer sentir o que sinto.
A inércia e a dormência.
Você não quer entender o que penso.
A lógica, o método e a observação.
Nem poderia; não vai compreender ou concordar.
Deixe-me; sendo ou fingindo.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Observar brasas tornando-se cinzas...


O que quero provar?
O mundo

De tudo?
Os meio termos

Nada grande?
O suficiente

Isso não é pouco.

Sempre certa sobre o que não fazer, porém o que fazer...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Diálogo de Viajantes (Descansando Sob a Mesma Árvore)

-Olá, estranho.
-Olá, senhora.
-Como têm sido os dias por essas terras?
-Tranquilos, boas colheitas fizeram as mesas fartas, embora o comércio esteja devagar.
-Fico feliz, uma mesa farta é sempre algo bom. Mas me diga, tem notícias sobre o reino?
-Apenas algumas fofocas da realeza...
-Conte-me por favor, gostaria de saber.
-Soube que a Rainha de Paus tem estado reclusa em seus aposentos e que o Valete de Espadas está duelando com qualquer um que cruze seu caminho.
-E sobre a Rainha de Copas?
-Seria rude comentar na sua frente, vossa majestade.
-Como descobriu sobre mim?
-Eu consigo ver o seu carmessim.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Trecho de um Caminho Tortuoso (ou Peçonha)

As mãos trêmulas da velha senhora agarraram o seu neto morto e ela rezou agradecida pelo fim do tormento.
Desejando que o vento levasse sua alma para terras boas mais rápido do que aquelas pernas cansadas fariam, cantou numa língua esquecida:

"Aqui não há prosperidade,
Aqui não há descanso,
Bons deuses carreguem esse espírito,
Pois o corpo teve o que mereceu."

Beijou a testa fria, deitou o corpo no chão ajustando a roupa empoeirada e colocou as mãos juntas sobre o peito; continuou o caminho que seguia sem olhar para trás, alheia aonde seus passos tocavam o chão pelas lágrimas que não permitiu cair.

quinta-feira, 24 de março de 2011

bah!


Já não se importar com alguns pensamentos alheios quanto as próprias atitudes, transtorno? Não.
Apenas ressentimento e talvez amadurecimento.
Cogitar outra forma de existir sem se submeter, resignar ou conter.
Talvez não seja o modo deliberadamente aceito, mas não deixa de ser um caminho a seguir.

Querer berrar e arapalhar o sono daqueles que tem uma vida de rotina a seguir, -Puro anarquismo irracional.
Querer intervir na vida de pessoas que não se importam em esquecer seus sonhos.
Querer deixar a animalidade substituir toda a racionalidade que lhe comanda.

Cismar sobre o quão controlada uma pessoa pode parecer, ao mesmo tempo em que a revolução dos sentimentos dentro de si a fazem inquieta e confusa.


Então brincar com as palavras que não vêm e depois encaixar racionalmente os espaços em branco.


Como desligar a mente de suas inseguranças e deixar-se levar pelos sentimentos que pedem liberdade?

quarta-feira, 23 de março de 2011

18.03.2011 21:27

Vanessa
essa vida gosta de dar uma de resenha

A'Naya
iapoi
alguém tem que falar pra ela que não é engraçado :~

Vanessa
já falei isso mil vezes, mas acho que não se sabe quem tem que dizer a ela

A'Naya
:/

terça-feira, 22 de março de 2011

Intensidade.

Qual o tamanho do meu querer?

Que forma toma meu importar?

O quanto³ pode ser dito sobre minha personalidade?

Quando é hora de parar?

segunda-feira, 21 de março de 2011

ponto e vista


. O que seu quebra-cabeças significa pra você?

. Porque cada peça é um todo.

. E a junção apenas um ponto de vista.





Penso no céu como exemplo, pois nossa lua nada deve às estrelas.
-Mas coexistem lembrando a quem observa que o céu seria outro sem suas pequenas nuances.

domingo, 20 de março de 2011

fjfjfj

Porque os retratos realistas maquiados com poesia parecem mais tragáveis.
E as palavras de loucura encaixadas com noções diárias parecem aceitáveis.

Me pergunto onde fica o animal nos sempre adaptaveis ambientes.
Onde farsa passa a ser verdade e fingir é a existencia.

sábado, 19 de março de 2011

chá, suco, comestíveis e respiráveis


Uma mistura de sabores que lembra a liberdade
-almejada e ilusoriamente alcançada por breves instante de regozijo hedonista.

Sentir na carne; as entranhas se satisfazendo e fazendo entender que a felicidade tem muitas faces.

Inclusive como máscara.

sexta-feira, 18 de março de 2011

sem discussões

Eu quero
Tu queres
Não quer
Não queremos

Independente de vontades
Não será.


quinta-feira, 17 de março de 2011

sensação de...


Quero colo
Vou fugir de casa
Posso dormir aqui com
vocês?

Legião Urbana - Pais e Filhos

Segundo o dicionário:

Devaneador, adj. e s. m. Que, ou aquele que devaneia; sonhador.

Devanear, v. tr. dir. Imaginar, fantasiar, sonhar; intr. delirar; dizer ou imaginar coisas sem nexo; desvairar; tr. ind. cuidar, pensar. (De de+lat. vanu.)

Devaneio, s. m. Ato de devanear; sonho; fantasia; delírio, divagação; quimera.
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