segunda-feira, 23 de março de 2009
RE:
Secura na boca.
Trêmulas mãos.
Coração palpitante.
Sentimentos que fluem.
Vem a falta não a saudade.
Conversas surdas.
Abraços frouxos.
Sorrisos plásticos.
Lacunas do dia-a-dia.
quarta-feira, 11 de março de 2009
em resumo ---}{•
Almejando a brevidade.
Se não sonhar faça-se pedra:
Não incomodado em submeter-se.
domingo, 8 de março de 2009
a resposta que não dei
E nem sempre chego a traduzir meu estado de espírito, porque acho que palavras são somente isso.
Achei engraçado você falar em cuspir, é isso que acontece comigo.
Às vezes atinge a cara ou o coração de alguém, mas na maior parte cai no vazio e fica por lá.
terça-feira, 3 de março de 2009
confusão
entre uma brincadeira e outra gostar-te
era apenas carência afetiva
pobre alma escarlate...
segunda-feira, 2 de março de 2009
o quão natural é um assassinato?
Rostos raivosos, sorrisos desbotados
Rostos cansados, sorrisos acanhados
Rostos com sorrisos luminosos ferem o ego daqueles apaticamente humorados.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
extraio a melhor parte de você
amo-te.
não de forma desesperada, meu amor é calmaria.
não de forma possessiva, meu amor é liberdade.
amo-te em plenitude, mas sem desejos.
meu amor é apenas isso.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
faltAvidez
não estou acostumada com muitos coméntarios (elogios ou não)
não me preocupo em chamar atenção
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Trago² e Deixo

meus impulsos;
•
algumas indecisões
algumas resoluções
•
o que quero não é o que desejo
e não espero o que foi sonhado
(ainda desejo e sonho)
•
Fui ou voltei, não sou eu quem decido
Parti ou fiquei, pedaços falam por mim
•
minhas despedidas sempre tão discretas, com aquele ar de: amanhã estarei aqui
minhas chegadas sempre tão quietas, quando saio parece que nunca estive ali
•
não lamento os poucos encontros;
não entendo os muitos pesarosos;
deixo algumas lembranças;
crio algumas recordações
•

E vou. Vôo.

Alto
domingo, 22 de fevereiro de 2009
604800
não lembro de todas as refeições que fiz.não lembro de todas as minhas expirações ou inspirações.
não lembro de todos os meus anseios e sonhos.
não lembro do que fiz nos meus seissentos e quatro mil e oitocentos segundos.
nem dos exatos números que preenchi nos jogos que apostei.
mas ainda vivo, mesmo sem a lembrança.
uma memória fraca ou apenas falta de vontade?
uma vida existente, não vivida tão pouco sobrevivida.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
who knows about this tale?
Não foi por um acaso -num rompante de sentimentos -ou de forma premeditada que você mostrou não me dar a reciprocidade em maneira igual.
...Seu espaço dentro de mim era imenso, mal restava lugar aos outros.
Tive ciúme e inveja; calada. Tive pena e raiva; calada.
Era feliz, tão feliz... Mesmo com migalhas.
O tempo passou, a fome cresceu e migalhas tornaram-se inúteis.
E o tão grande local, sem a manutenção necessária, passou a acumular sujeira.
...Uma infiltração aqui, outra ali.
Assisitia sua atitudes de perto -era uma sombra bem quista, por sinal.
Me incomodava sua subserviência, seu comodismo.
Me encantavam seus sonhos, sua capacidade.
Utilizei de estratégias erradas para tentar alcançar o que fosse melhor a você.
...Temporais vieram, algumas vigas começaram a ruir; o grande espaço diminuiu.
Pessoas entraram na minha vida, outras sairam da sua.
Finalmente tinhamos uma chance. Notei não querer mais, estava suficiente.
Viramos um trio estranho. Já não recebia migalhas, nada que viesse das suas mãos.
Alimentada, passei a dar atenção a quem me tratava ao invés de uma fonte antiga.
...Colunas podres não se sustentam por longos períodos; apenas um sussuro bastaria ao fim.
Um acontecimento trouxe seus berros. Mentiras urradas a quem as quisesse ouvir.
Suas lágrimas vieram, nunca entendi, pois meus sentidos estavam anestesiados.
Não pensei em tomar qualquer atitude; uma vassoura estava em minha posse.
Apenas resolvi usá-la. Vagarosamente me desfiz dos entulhos.
...Uma fundação com bonitos azulejos -arranhados ou quebrados pelo impacto, -agora limpa.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
semsanções
E o vazio impertinente disfarçado pelo chiclete mascado...
E a indiferença entre estar ou não; acompanhada.
E a liberdade fulgaz valendo-se da paz.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
delirium vitae
Talvez fantasmas, poltergeisters, telecinese em níveis atômicos...
O chão não está firme do jeito que deveria, oscila em todas as direções.
Sinto-me sobre uma bacia em altomar...
Sorte que não há enjôo, só tontura.
Olhos em fenda, enxergo meus cílios.
Lábios fechados, grudados pela falta de uso.
Dentes escovados, o gosto de menta não mais existe.
A audição esqueceu de ser confiável, tornou-se cúmplice dos leprechauns, antes citados.
São passos. São motores. São vozes. São estalos e ruídos. São torneiras e água. São trincos e portas. São janelas e cortinas. São brisa e vento, sem uma única folha mexer-se.
Poderia ser mágica, uma pequena mariposa saiu da minha manga.
Poderia ser intriga, formigas andam dominando a cozinha.
Poderia ser...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Aaaaaaaaah... dane-se
Não me compare a qualquer mal-agradecido,
nem queira que me retrate por algumas bobagens ditas.
Segundo o dicionário:
Devanear, v. tr. dir. Imaginar, fantasiar, sonhar; intr. delirar; dizer ou imaginar coisas sem nexo; desvairar; tr. ind. cuidar, pensar. (De de+lat. vanu.)
Devaneio, s. m. Ato de devanear; sonho; fantasia; delírio, divagação; quimera.
Esta obra de Ariane Anaya, foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.