sábado, 9 de agosto de 2014

Oração II


Eu estou bem.
Eu estou bem.
Eu estou bem.
Eu estou bem.
Eu estou bem.
19/06

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Oração I


Eu não tenho medo de imaginar.
Eu não tenho medo de sonhar.
Eu não tenho medo de dormir.
Porque eu sei que sempre irei acordar.


18/07

terça-feira, 5 de agosto de 2014

divagando sobre o fim, em primeira pessoa.


Tenho tendencia ao drama, aos espetáculos, grandes cenas e diálogos intensos... Talvez por isso aprendi a duras penas que nem tudo tem um fim, como achei que seria um fim... Aquele grande ponto negro, de onde nada mais nunca mais.
Por vezes o fim é o meio, é o continuar como está. É a resolução em aberto; o telefonema que ficou para outro dia, o reencontro que não acontece, aquele livro que você parou na metade e nunca voltou a ler...

Depois de entender isso percebi como a vida é repleta de fins. O problema é que só muito depois, quando olhamos para trás sem hipocrisia, é que percebemos: eita, não é que acabou?

sábado, 2 de agosto de 2014

Auto-sabotagem


Eu não quero, mas faço.

Eu não temo, mas fujo.

Eu não vejo, mas procuro.

Eu não creio, mas imagino.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

rapidinha


Eu amo em completude.
Os defeitos e as qualidades.

Amar.
E só.
Um só.
Todo.
Outro.
Mesmo.
Amém.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

foi uma frase dita numa varanda


Um coração conquistado com uma mentira, ainda assim, ama igual.
Sofre e sangra igual. Bate no peito igual. E também para de bater.

Não faça pouco caso; ainda menos caso...
Mesmo que a mentira não tenha saído da sua boca.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

bixa melhore

tão lindo
ofender
sem querer
e sentir prazer
por ter ofendido

Não é a palavra que ofende
É a ofensa que se faz em palavra
Negar não é deixar de ser
Qual dor se fez em você?

domingo, 12 de janeiro de 2014

Uma prosa


No momento que me encontro não há figuras de linguagem que queira usar - sei que surgirão por fazerem parte da minha maneira de escrever.

Assim como os anos passam e a realidade torna-se o que nos envolve, decisões precisam ser tomadas de modo a que não reste espaço nos atos ao que não seja direcionado pela maturidade.

A vida é aquilo que fazemos dela, as dores e alegrias vêm do que procuramos. Seguir usando fugas não traz nada além de retardo ao crescimento; decisões sóbrias e duras têm que ser tomadas para que se cumpra o papel social designado, para que o crescer seja alcançado da maneira que é ensinado às crianças.

Não que os sonhos deixem de existir, não que se galgue uma trilha de arrependimentos, não que seja o decreto do fim da felicidade leve ou da alegria efusiva.
Nada de bom vem das fugas? Mentira. Nada de concreto vem delas, apenas.

Metas não serão postas como a razão da minha existência, porém a falta de motivos para o dia seguinte só é reflexo da estagnação; o ciclo de nascer-morrer parou num ponto crucial em que quanto mais tempo perdido, mais um peso aqueles que me cercam me torno.

Que eu seja o peso que minhas pernas aguentem.

Que me orgulhe dos erros que cometerei, que aprenda a lidar com minhas falhas, mas que seja eu quem me sustente às custas da minha própria capacidade.

Até quando der, até onde for, até como puder.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

ex phantasiae



das lágrimas secas em pó de memória

dos 'adeus' que não foram ditos

e as palavras que ressurgem sem terem existido

antes andar sobre as nuvens de chuva

antes receber os raios de sol longe dessa terra de agouros

da minha loucura em negar

da minha paz em não ser

eu sangro coagulos de tinta

que jorrem e sumam os sonhos ruins

ao findar o dia apenas descansar

onde mato deus ex machina
e fico eu entre hominis ex phantasiae

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ironia seria então morrer.


Descoberto então um novo apreço à vida.
Não por ela, mas pelo antagonismo à morte.

Por que findar?
Por que continuar? 
Há o que fazer!

Exaurir o que parece não ter fim.
Expelir a última gota de todo mar turbulento e imensurável que em mim habita.
Por risadas transcritas e lágrimas em tinta.
Das angústias e torturas em ser, dos prazeres tênues.
E tudo o mais.
E tudo o mais em não ser o fim.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Aprendizagens

Unidas tal uma colcha de retalhos...


A rotina se faz e desfaz
Momentos são fulgazes
Sorrisos espôntaneos são preciosos
Um olhar de admiração marca
Atenção se conquista
Solidão é necessária
Companhia é vital
Mudanças acontecem
Desapego é difícil
Esperança tem dois lados
Certezas podem cegar
O belo é pessoal
A mente é perigosa
Pessoas são pessoas e só


sábado, 3 de agosto de 2013

desnutrição


Toda vontade suprimida
Negação na ponta da língua
Exausta estou,
Sem disposição a sorrisos

Necessidades nunca saciadas
Alívio é desconhecido
Devo me exorcizar
Aprender a ser o meu bastante

Não sentir é a melhor fuga
-Bom remédio a toda frustração
E a morte de qualquer expectativa,
Antecipadamente.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

31.07.2013


Não é uma questão de lágrimas
E tantos pensamentos prendem minha voz
Os socos na parede não marcam nada
A face impassível significa mais

Segundo o dicionário:

Devaneador, adj. e s. m. Que, ou aquele que devaneia; sonhador.

Devanear, v. tr. dir. Imaginar, fantasiar, sonhar; intr. delirar; dizer ou imaginar coisas sem nexo; desvairar; tr. ind. cuidar, pensar. (De de+lat. vanu.)

Devaneio, s. m. Ato de devanear; sonho; fantasia; delírio, divagação; quimera.
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