sábado, 16 de fevereiro de 2008

São 22:30

Estava a fazer algumas modificações, a mim necessárias, mudar do jeito que fiz deixou muitos buracos a serem tapados. No blog. Quando percebi que já não tenho postado figuras bonitinhas acmpanhando meus psicodelicamente irracionais escritos.

Os fatos são:
  • Vida nova.
  • Casa nova.
  • PC novo.
  • Nada do meu arquivo.
  • Colégio novo.
  • Tempo pouco.
  • Nada de pesquisas de imagens.

Além do mais só volto ao meu casulo na semana santa, e meu Mp4 está quebrado...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Atualidades

A doce vida de outrora está guardada nas lembranças.
Nada posso fazer além de gostar do tudo que ocorreu, pois nada voltará.
Passado é passado.

Lembro de algumas mentiras que contei, as contaria novamente.
Penso nos momentos que perdi, os perderia outra vez.
Enquanto à felicidade, que escapou, não era para ter sido.
Mesmo os momentos de angústia valeram para os de alegria serem três vezes mais intensos.

Construo meu futuro na base que criei, da forma que escolhi.
Sinto-me seca, mas meu orgulho fez-me obestinada.
Colherei glórias regadas à lágrimas; se não me arrependo hoje, não me arrependerei.

Não enxergo um ano feliz.
Espero cegar-me.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Molduras da realidade


Olho pela minha janela e vejo muitos prédios ao fundo, carros passando, céu azul e muitas nuvens. Em primeiro plano existem casas e árvores, e pessoas andando, e crianças enpinando pipa... Tenho vontade de juntar-me à elas.

Sou invadida por sentimentos que não sei bem quais são.
Tudo daria uma foto perfeita; tenho a perfeição vista pela minha janela.






Lembranças de quando olhava por uma janela branca e via uma aceroleira.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Definitivamente:

Não sou o tipo de filha que gostaria de ter.
Sei que sou boa pessoa.
Estou muito apegada às minhas ideologias.
Às vezes deixo de pensar na realidade.
Me frusto com muitos encontrados em meu meio social.
Não sinto saudades.
Dói enquanto não posso te encontrar na esquina.
Não tenho grandes problemas com dinheiro.
Me vejo vivendo bem como solteira.
Não preciso de dez mil reais por mês para ser feliz.
Me vejo dormindo abraçada com alguém.
Penso nos futuros filhos que não virão de meu ventre.
Consigo me apegar facilmente.
Preciso de atenção.
Vou sair de casa o mais rápido possivel.
Tenho que provar que posso me virar sozinha.
Gosto de festas, de dançar, de pessoas alegres.
Prefiro musicas lentas para meu dia-a-dia.
Sons pesados e ritmados me fazem bem.


Tudo passa


Nada é definitivo.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Meu mundinho meu, desfeito e refeito...

Pois sou a lagarta, como pulpa, metamorfoseando infinitamente, antes do instante de perceber-me borboleta.






Já não posso permanecer no meu velho mundo, tenho que renovar.

Renovar-me.


Mudança de Layout, de cor, de nome... De nomes...




Transfiguração

Meu Mundinho Meu

Passa a ser meu universo

Universo A'naya







Despeço-me, dignamente, dos meus dias de Sofia di Luna, e do nosso mundinho.

Delimito minha transição.

by A'Naya

Muito prazer. Pode me chamar de Anaya.

Eu mudei...

Mudei muito...

Tanto, que já não tenho medo de me expor.

Meus medos andam tão resumidos.

E os receios tão aparentes...

Sofia di Luna sempre fará parte de mim, nunca deixará de fazer.

Mas agora eu tenho uma vida real à ser vivida, Sofia já não cabe nela.

O que me resta é reapresentar-me a mim, pois desconfio que os poucos que por aqui passaram nada mais quiseram do que passar para outra página.

Porém, esse blog tem um significado pessoal de liberdade.

Aqui fui livre para ser quem sou, mostrar quem sou, expressar o que sou.

Por mais que saiba que niguém da valor algum, além de mim, as coisas funcionam, pois faço o que quero e quem quiser veja, do contrario faça o que sempre faz: passe à diante.

Não se pode localizar esse espaço por palavras chaves, ou por um hiperlink em algum outro site, nem mesmo por indicação de algum amigo. Até ontem não havia qualquer indício de minha identidade, além da forma como as coisas foram escritas. E continuarei sem espalhar sua existência.

Comecei uma nova vida e não precisei ser prostituta para isso, na verdade não precisei de quase nada. Uma decisão foi o que bastou.

Poucas pessoas realmente sabem o valor da real decisão.

Escrevo, penso, sinto, ajo, paro.
VIVO-MORRO

E amo
Foi o amor que me fez parar de me esconder.
Depois que descobri que sei amar, aprendi a amar infinitamente.
Acho patético como a maioria associa amor a uma relação entre sexos com finalidade de compromisso. Ia dizer sexos opostos, mas hoje já não é bem assim.
Meu amor para com meus amigos é bem maior do que a reles gratidão que tenho para com minha mãe. Pro inferno quem me conheça. É assim que sou.
















Perdi meus amigos para a distância, ainda não descobrimos isso.



Espero estar espalhando mentiras.















Agora é o momento




Tiro minha máscara, aparento uma criança, trêmula aperto meu coração, insegura: numa confusão de sentimentos, digo sem temer:

Muito prazer, meu nome é Ariane Anaya, pode me chamar de Anaya.
Serei eu, a partir desse momento, quem será dona de mim.







by Sofia di Luna

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Um dia de reflexão

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Uma amiga mostrou-me, mostrei a outro amigo...

Foi criada uma corrente de sentimentos...

http://www.youtube.com/watch?v=g0G9vDKcdLg


Só a título de lembrete, pois algumas coisas jamais deviam ser apagadas...

"Sabe...
Eu achei que depois de um tempo as lágrimas secariam, mas por enquanto eu estou enganada.
Tento preencher espaços que jamais serão preenchidos com distrações inúteis, tudo vão.
Eu nem consigo imaginar como vai ser quando eu te reencontrar, o pior é que falta tanto tempo.

Amo-te.
Tanto.
Nem gosto de lembrar.
Só para ser menos dolorido.

Você faz parte de mim.
Acho que eu de você.
Somos um sendo dois.

Amo-te Infinitamente.
Você fez nascer esse dom. "

(09/02 às 16:30)

E tudo porque...

"Saudade de [tu]do.
Você, sua disposição e tudo que é você, faz falta, faz.
Eu te amo, Ariane."

(08/02)


Ele é a metáfora em minha vida...
Minha forma de amar...
Meu amor...
Sendo meu tudo, ele também é meus amigos
Por isso tudo que escrevo à ele também se dirige à seu universo
Amo-te
Amo-lhes
Infinitamente




by Sofia di Luna

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Não serve só pra fazer emoticons!

Você alguma vez já parou e se perguntou: O que porcaria é ¬ ?
E § ?
O #, é só um jogo da velha?
E pra que serve o Tracinho-em-pé(não aparece aqui) se já temos as barras?
No fim você se contentava com a resposta: Deve ser pra fazer emoticons...

Bem, não é assim!
Com ajuda do meu primo Heron (eu falei que ia pôr) consegui as definições pra esses estranhos caracteres...

¬ = negação lógica
O que diabos é isso?
R-> Em lógica
e matemática, negação é uma operação sobre valores lógicos, por exemplo o valor lógico de uma proposição. Se a proposição é verdadeira, então o operador lógico negação produz o valor falso, e vice versa.
Ainda não entendeu? Pergunte a um professor de matemática.

§ = parágrafo
Como assim?
R-> O símbolo do parágrafo é "§", constituído de dois "SS" entrelaçados, iniciais das palavras latinas "Signum sectionis" significa sinal de secção, de corte.
Um exemplo?
R-> Da uma olhada na constituição.

# = Sustenido
Anh?
R-> # se chama sustenido e é usado em partituras musicais. Ele indica que a nota musical que ele acompanha deve ser alterada (tocada ou cantada) meio tom acima.

Tracinho-em-pé = tal quê
Cuma?
R-> {x є R Tracinho-em-pé x<7}>Tradução: XIS pertence aos reais tal quê XIS seja menor que 7.
Ainda não to entendendo...
R-> Mas tu é burro, hein!

Enfim... Basicamente é isso... existem muitos outros, mas a preguiça é maior que qualquer outra coisa... ^^

(CLASSIFICAÇÃO: Cultura Semi-Inutil)



by Sofia di Luna

domingo, 27 de janeiro de 2008

2007

Sem titubear digo que dois mil e sete foi o melhor ano da minha vida, até os dias presentes.
Deixar para trás tudo que consegui com tanto esforço me faz mal, prefiro não lembrar, embora isso não aconteça.

Aos que leem meus cumprimentos, e aos que não leem meu coração...



by Sofia di Luna

21/12: Um conto e só

Era uma vez, um morador solitário de uma casa que não é nem um pouco perto da sua, um palhaço que fazia suas palhaçadas apenas em uma sala especial de quatro paredes espelhadas.


Só e somente ele assistia suas brincadeiras, ria das suas piadas, gostava das suas canções sobre algodões-doce e flores amarelas.

Sempre saia de casa com sua maquiagem e sapatos grandes, mas nunca esboçava um sorriso sequer. Trabalhava num supermercado pela manhã, como gerente. Desde que entrou trouxe antipatia por sua excentricidade e laconismo, mas seu metodismo lhe fazia eficiente e por isso não foi despedido nos dezesseis anos que estava por lá.

Crianças pediam balões, puxavam seu macacão, o máximo que esse palhaço fazia era falar com os responsáveis para controlá-las. Não que desgoste das crianças, entretanto pouco atura* o brilho excessivo em seus olhos. Algo que remetia-lhe ao passado e o lembrava de sua infância atípica. Nunca viveu qualquer coisa excepcional, talvez por isso tenha virado um palhaço.

Certo dia chegaram pessoas de uma cidade longínqua àquela. Era uma família de duas pessoas e um urso. O pai parecia se divertir com tudo, seus olhos reluziam como os de um garotinho, nosso palhaço não gostou dele. A menina de cabelos cacheados e vestido rosa, levava apertado em seus braços o urso. Um urso cego. Ela não era como as crianças que esse palhaço já havia visto.

Curioso, tentou iniciar uma conversa, porém como um adulto ela não levava a sério alguém vestido de palhaço. Por ela fez coisas que jamais tinha feito a outras crianças: bichinhos de balão, moedas tiradas da orelha, malabarismos. Inclusive deixou de se apresentar em sua sala espelhada; já negou uma promoção achando que atrapalharia o costumeiro espetáculo. Seu maior prazer eram as horas passadas em compania aos seus reflexos, mas nos últimos dias mal lembrava-se da saleta onde realmente conseguia ser quem era. Conquistá-la pouco tinha de uma tarefa fácil e já estava perto de desistir. Não era acostumado a desejar coisas, nem a lutar por elas. Essa era a primeira vez, a última provavelmente.

Numa tarde, igual às outras que haviam sucedido a chegada da garota, ele aproximou-se. Assim como antes, ela não teve nenhuma reação, porém ao invés de tentar agradá-la parou em sua frente e encarou-a. Olharam-se por muito tempo, ou o que pensaram ser muito tempo. Nenhum ruído atravessava a barreira que criaram em seu redor. O pai chegou, viu a cena e sorriu, aproximou-se pondo as mãos nos ombros dela e alternou o olhar entre o palhaço e o rosto levantado de sua filha.

Não derrotado, mas tendo responsabilidades, o palhaço despede-se do homem de olhos brilhantes, mais por educação do que por qualquer outra coisa. Vira-se e sai. É surpreendido por uma pequena mão que agarra a sua; a menina de olhos opacos tem um brilho no olhar. Não O brilho que ele tanto detesta, mas algo que chamou sua atenção, aguçando sua curiosidade e fazendo com que ficasse parado olhando-a juntar-se ao pai e seguirem para onde ele não sabia, entretanto suspeitava ser o local no qual estavam hospedados.

No dia seguinte ela o acompanhou aonde quer que fosse, sempre em silêncio e atenta a seus passos. Ninguém notou; não o notavam, por conseqüência não a notaram. Mesmo indo para casa foi seguido. Entrando, direcionou-se à SUA sala especial que nunca havia mostrado para alguém. Olhou ao redor, a menina não estava perto, voltou e a encontrou parada ainda na entrada. Sem nada dizer abriu o caminho para ela, que dessa vez passou na frente, e como se soubesse para onde ir andou até a porta colorida, que guardava os segredos do palhaço.

Acomodou-a na única cadeira da sala, e começou seu espetáculo. A garota ria, ele gostava da risada então a fazia rir mais e mais. Eles não cansaram, mas a escuridão tomou conta do cômodo, iluminado pela luz que atravessava o vidro no lugar do teto. Resolveu levá-la de volta.

Passaram alguns dias assim. Até que ela falou pela primeira vez desde que a conhecera e a partir desse momento as brincadeiras e palhaçadas perderam lugar para o diálogo e o silêncio, que fazia os pensamentos trabalharem melhor para uma próxima conversa. O palhaço passara a sorrir longe dos espelhos. A menina levava consigo olhos atipicamente iluminados. O pai de longe tudo acompanhava e seguia do modo que viera, talvez ainda mais feliz, não se pode dizer bem o motivo. O urso, sempre arrastado de um lado para o outro, ia com sua dona-mãe para onde o palhaço fosse, escutando os diálogos e guardando segredo. Não gostou quando sua mãe-amiga contou o motivo de ter-lhe tirado os olhos para o palhaço, esse era um segredo deles, contudo entendeu mais tarde que assim como ele o palhaço era parte da dona-irmã e sendo um segredo também dela nada de mal havia em compartilhar com aquele que indiretamente era parte dele.

Foi um dia como tantos que vinham, estavam sentados na grama de um dos morros que cercavam a cidade, o silêncio quebrado por uma pergunta um tanto indiscreta, mas necessária tendo em vista que era um dos motivos para a aproximação deles. Ela respondeu após um longo período, apertando um pouco mais o seu amigo-irmão, que não gostava do fato dele compartilhar algo que ela nunca pudera com o pai, o brilho no olhar, e pondo fim nessa característica em comum pôde fazer dele ainda mais seu.

Outra pergunta dançava sobre os lábios do palhaço, porém ele não a faria, e ela não responderia se ele o fizesse. Ficaram calados por mais algum tempo. Até ele espirrar e ela desejar-lhe saúde.

Sem más intenções o homem de olhos brilhantes comunicou à família o regresso próximo. A menina pouco poderia fazer, e mesmo se pudesse ficar iria com seu pai. Nesse dia não foi de encontro ao palhaço, nem no seguinte, no terceiro dia o urso convenceu-lhe a procurá-lo.

Ele não estava trabalhando, embora fosse manhã. Foi até a casa, nada. Seguiu para o último local de seus encontros, achou-o deitado olhando as nuvens incomuns daquela cidade. Ficou em silêncio, sentiu que devia explicações, não as deu. Foi rápida e direta: iria embora, não sabia quando; somente iria. O palhaço a olhou, pela primeira vez seus olhos brilhavam, eram cacos de espelhos. Ele disse após ter estudado detalhadamente seis nuvens, num tom baixo e delicado, que no fim o mais importante não eram as pessoas que haviam amado você, mas as que você havia amado. A menina não concorda e fala que ao final tudo é importante e sendo importante não há mais ou menos, importante e só. Ele retruca, como quem não quer dizer muita coisa, que ela é importante, bem mais que o normal. Ainda cética, questiona o que seria o normal de importante. O palhaço não replica, assumiu não saber, mas insiste que ela É mais importante que qualquer outra coisa que já tenha passado por sua vida.

Silenciaram, suas mentes trabalhavam fervorosamente, nada escutavam ao seu redor. Tal como o verdadeiro início de tudo. Coisas confusas que faziam sentido. Memórias. Ligações.

Diz séria e levantando-se que ele é importante para ela também. Volta e encontra seu pai.

No mesmo dia a família de duas pessoas e um urso, cego por sua dona, voltou para a cidade que é perto da sua e nenhuma outra história foi contada sobre o palhaço de uma cidade onde as nuvens eram azuis e o céu cor-de-rosa.







by Sofia di Luna

sábado, 15 de dezembro de 2007

Esquecimentos




De tudo que já esqueci, espero não esquecer mais nada.

Desejo tolo e infantil, que não será realizado, por mais que me esforce.

Contudo, para aquilo que esqueci: Perdão.

Mas um perdão não por mim, mas sim por "você". Nada sinto de culpa.

Afinal "você" se fez esquecer.

Que seja um local de paz, o reino dos esquecidos.

E que jamais eu vá para lá...
by Sofia di Luna

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

10/10/2007





A noite... A culpa é dela.
A noite instiga sensações, aflora sentimentos.
Nada melhor que a noite para lembrar-se das tristezas mais densas da alma...
A noite traz desespero.
Não há nada de belo na noite, sem uma companhia, mesmo que em pensamento.
A escuridão da noite suga a escuridão dos homens, tudo mistura-se num coquetel de sombras.
A noite é macabra. É durante a noite que os fanstasmas, os vampiros, os lobisomens e bicho-papões aparecem. Vultos. Sombras escorregadias. O medo puro e simples.
É a noite que tememos quando crianças, a mesma noite que nos fascina quando mais velhos.
Porque durante a noite nossos defeitos são menos vistos.
E quanto mais velhos, mais defeitos acumulamos.
Coisas de que se arrepender, ou não.
A noite esconde sob seu véu... tudo.


Ilusões são mais fáceis à noite...

~~

by Sofia di Luna

Segundo o dicionário:

Devaneador, adj. e s. m. Que, ou aquele que devaneia; sonhador.

Devanear, v. tr. dir. Imaginar, fantasiar, sonhar; intr. delirar; dizer ou imaginar coisas sem nexo; desvairar; tr. ind. cuidar, pensar. (De de+lat. vanu.)

Devaneio, s. m. Ato de devanear; sonho; fantasia; delírio, divagação; quimera.
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