segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Uma amiga mostrou-me, mostrei a outro amigo...
http://www.youtube.com/watch?v=g0G9vDKcdLg
Só a título de lembrete, pois algumas coisas jamais deviam ser apagadas...
"Sabe...
Eu achei que depois de um tempo as lágrimas secariam, mas por enquanto eu estou enganada.
Tento preencher espaços que jamais serão preenchidos com distrações inúteis, tudo vão.
Eu nem consigo imaginar como vai ser quando eu te reencontrar, o pior é que falta tanto tempo.
Amo-te.
Tanto.
Nem gosto de lembrar.
Só para ser menos dolorido.
Você faz parte de mim.
Acho que eu de você.
Somos um sendo dois.
Amo-te Infinitamente.
Você fez nascer esse dom. "
(09/02 às 16:30)
E tudo porque...
"Saudade de [tu]do.
Você, sua disposição e tudo que é você, faz falta, faz.
Eu te amo, Ariane."
(08/02)
Amo-lhes
Infinitamente
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Não serve só pra fazer emoticons!
E § ?
O #, é só um jogo da velha?
E pra que serve o Tracinho-em-pé(não aparece aqui) se já temos as barras?
No fim você se contentava com a resposta: Deve ser pra fazer emoticons...
Bem, não é assim!
Com ajuda do meu primo Heron (eu falei que ia pôr) consegui as definições pra esses estranhos caracteres...
¬ = negação lógica
O que diabos é isso?
R-> Em lógica e matemática, negação é uma operação sobre valores lógicos, por exemplo o valor lógico de uma proposição. Se a proposição é verdadeira, então o operador lógico negação produz o valor falso, e vice versa.
Ainda não entendeu? Pergunte a um professor de matemática.
§ = parágrafo
Como assim?
R-> O símbolo do parágrafo é "§", constituído de dois "SS" entrelaçados, iniciais das palavras latinas "Signum sectionis" significa sinal de secção, de corte.
Um exemplo?
R-> Da uma olhada na constituição.
# = Sustenido
Anh?
R-> # se chama sustenido e é usado em partituras musicais. Ele indica que a nota musical que ele acompanha deve ser alterada (tocada ou cantada) meio tom acima.
Tracinho-em-pé = tal quê
Cuma?
R-> {x є R Tracinho-em-pé x<7}>Tradução: XIS pertence aos reais tal quê XIS seja menor que 7.
Ainda não to entendendo...
R-> Mas tu é burro, hein!
Enfim... Basicamente é isso... existem muitos outros, mas a preguiça é maior que qualquer outra coisa... ^^
(CLASSIFICAÇÃO: Cultura Semi-Inutil)
domingo, 27 de janeiro de 2008
2007
Deixar para trás tudo que consegui com tanto esforço me faz mal, prefiro não lembrar, embora isso não aconteça.
Aos que leem meus cumprimentos, e aos que não leem meu coração...
21/12: Um conto e só
Era uma vez, um morador solitário de uma casa que não é nem um pouco perto da sua, um palhaço que fazia suas palhaçadas apenas em uma sala especial de quatro paredes espelhadas.
Só e somente ele assistia suas brincadeiras, ria das suas piadas, gostava das suas canções sobre algodões-doce e flores amarelas.
Sempre saia de casa com sua maquiagem e sapatos grandes, mas nunca esboçava um sorriso sequer. Trabalhava num supermercado pela manhã, como gerente. Desde que entrou trouxe antipatia por sua excentricidade e laconismo, mas seu metodismo lhe fazia eficiente e por isso não foi despedido nos dezesseis anos que estava por lá.
Crianças pediam balões, puxavam seu macacão, o máximo que esse palhaço fazia era falar com os responsáveis para controlá-las. Não que desgoste das crianças, entretanto pouco atura* o brilho excessivo em seus olhos. Algo que remetia-lhe ao passado e o lembrava de sua infância atípica. Nunca viveu qualquer coisa excepcional, talvez por isso tenha virado um palhaço.
Certo dia chegaram pessoas de uma cidade longínqua àquela. Era uma família de duas pessoas e um urso. O pai parecia se divertir com tudo, seus olhos reluziam como os de um garotinho, nosso palhaço não gostou dele. A menina de cabelos cacheados e vestido rosa, levava apertado em seus braços o urso. Um urso cego. Ela não era como as crianças que esse palhaço já havia visto.
Curioso, tentou iniciar uma conversa, porém como um adulto ela não levava a sério alguém vestido de palhaço. Por ela fez coisas que jamais tinha feito a outras crianças: bichinhos de balão, moedas tiradas da orelha, malabarismos. Inclusive deixou de se apresentar em sua sala espelhada; já negou uma promoção achando que atrapalharia o costumeiro espetáculo. Seu maior prazer eram as horas passadas em compania aos seus reflexos, mas nos últimos dias mal lembrava-se da saleta onde realmente conseguia ser quem era. Conquistá-la pouco tinha de uma tarefa fácil e já estava perto de desistir. Não era acostumado a desejar coisas, nem a lutar por elas. Essa era a primeira vez, a última provavelmente.
Numa tarde, igual às outras que haviam sucedido a chegada da garota, ele aproximou-se. Assim como antes, ela não teve nenhuma reação, porém ao invés de tentar agradá-la parou em sua frente e encarou-a. Olharam-se por muito tempo, ou o que pensaram ser muito tempo. Nenhum ruído atravessava a barreira que criaram em seu redor. O pai chegou, viu a cena e sorriu, aproximou-se pondo as mãos nos ombros dela e alternou o olhar entre o palhaço e o rosto levantado de sua filha.
Não derrotado, mas tendo responsabilidades, o palhaço despede-se do homem de olhos brilhantes, mais por educação do que por qualquer outra coisa. Vira-se e sai. É surpreendido por uma pequena mão que agarra a sua; a menina de olhos opacos tem um brilho no olhar. Não O brilho que ele tanto detesta, mas algo que chamou sua atenção, aguçando sua curiosidade e fazendo com que ficasse parado olhando-a juntar-se ao pai e seguirem para onde ele não sabia, entretanto suspeitava ser o local no qual estavam hospedados.
No dia seguinte ela o acompanhou aonde quer que fosse, sempre em silêncio e atenta a seus passos. Ninguém notou; não o notavam, por conseqüência não a notaram. Mesmo indo para casa foi seguido. Entrando, direcionou-se à SUA sala especial que nunca havia mostrado para alguém. Olhou ao redor, a menina não estava perto, voltou e a encontrou parada ainda na entrada. Sem nada dizer abriu o caminho para ela, que dessa vez passou na frente, e como se soubesse para onde ir andou até a porta colorida, que guardava os segredos do palhaço.
Acomodou-a na única cadeira da sala, e começou seu espetáculo. A garota ria, ele gostava da risada então a fazia rir mais e mais. Eles não cansaram, mas a escuridão tomou conta do cômodo, iluminado pela luz que atravessava o vidro no lugar do teto. Resolveu levá-la de volta.
Passaram alguns dias assim. Até que ela falou pela primeira vez desde que a conhecera e a partir desse momento as brincadeiras e palhaçadas perderam lugar para o diálogo e o silêncio, que fazia os pensamentos trabalharem melhor para uma próxima conversa. O palhaço passara a sorrir longe dos espelhos. A menina levava consigo olhos atipicamente iluminados. O pai de longe tudo acompanhava e seguia do modo que viera, talvez ainda mais feliz, não se pode dizer bem o motivo. O urso, sempre arrastado de um lado para o outro, ia com sua dona-mãe para onde o palhaço fosse, escutando os diálogos e guardando segredo. Não gostou quando sua mãe-amiga contou o motivo de ter-lhe tirado os olhos para o palhaço, esse era um segredo deles, contudo entendeu mais tarde que assim como ele o palhaço era parte da dona-irmã e sendo um segredo também dela nada de mal havia em compartilhar com aquele que indiretamente era parte dele.
Foi um dia como tantos que vinham, estavam sentados na grama de um dos morros que cercavam a cidade, o silêncio quebrado por uma pergunta um tanto indiscreta, mas necessária tendo em vista que era um dos motivos para a aproximação deles. Ela respondeu após um longo período, apertando um pouco mais o seu amigo-irmão, que não gostava do fato dele compartilhar algo que ela nunca pudera com o pai, o brilho no olhar, e pondo fim nessa característica em comum pôde fazer dele ainda mais seu.
Outra pergunta dançava sobre os lábios do palhaço, porém ele não a faria, e ela não responderia se ele o fizesse. Ficaram calados por mais algum tempo. Até ele espirrar e ela desejar-lhe saúde.
Sem más intenções o homem de olhos brilhantes comunicou à família o regresso próximo. A menina pouco poderia fazer, e mesmo se pudesse ficar iria com seu pai. Nesse dia não foi de encontro ao palhaço, nem no seguinte, no terceiro dia o urso convenceu-lhe a procurá-lo.
Ele não estava trabalhando, embora fosse manhã. Foi até a casa, nada. Seguiu para o último local de seus encontros, achou-o deitado olhando as nuvens incomuns daquela cidade. Ficou em silêncio, sentiu que devia explicações, não as deu. Foi rápida e direta: iria embora, não sabia quando; somente iria. O palhaço a olhou, pela primeira vez seus olhos brilhavam, eram cacos de espelhos. Ele disse após ter estudado detalhadamente seis nuvens, num tom baixo e delicado, que no fim o mais importante não eram as pessoas que haviam amado você, mas as que você havia amado. A menina não concorda e fala que ao final tudo é importante e sendo importante não há mais ou menos, importante e só. Ele retruca, como quem não quer dizer muita coisa, que ela é importante, bem mais que o normal. Ainda cética, questiona o que seria o normal de importante. O palhaço não replica, assumiu não saber, mas insiste que ela É mais importante que qualquer outra coisa que já tenha passado por sua vida.
Silenciaram, suas mentes trabalhavam fervorosamente, nada escutavam ao seu redor. Tal como o verdadeiro início de tudo. Coisas confusas que faziam sentido. Memórias. Ligações.
Diz séria e levantando-se que ele é importante para ela também. Volta e encontra seu pai.
No mesmo dia a família de duas pessoas e um urso, cego por sua dona, voltou para a cidade que é perto da sua e nenhuma outra história foi contada sobre o palhaço de uma cidade onde as nuvens eram azuis e o céu cor-de-rosa.
sábado, 15 de dezembro de 2007
Esquecimentos

terça-feira, 11 de dezembro de 2007
10/10/2007

sábado, 3 de novembro de 2007
De Amigos e amigos
Amizade é uma coisa, que se você olhar bem, é bastante esquisita... Nasce as vezes em pessoas que de comum só tem o fato de serem humanas, as vezes nem isso. Faz mostrar a face mais digna de uma pessoa, ou a mais inescrupulosa...Entre amigos e amigos eu já tive vários, embora não tive de todos os tipos, até porque cada pessoa é única demasiadamente para se comparar com qualquer outra... De homens e mulheres, entre tímidos e extrovertidos, assanhados ou recatados, alegres e depressivos, de todos os meus amigos eu não poderia deixar de ter conhecido nenhum...
Mesmo aqueles que já me fizeram mal, serviram para meu engrandecimento pessoal, e mesmo aqueles que me magoaram profundamente construíram momentos felizes na minha memória. Embora eu jamais me esqueça dos feitos ruins, não posso fingir que os bons não existiram, contudo também não ficarei esperando que me atinjam novamente...
De tudo que os amigos fazem, os melhores momentos e os que realmente importam e constroem a verdadeira amizade, são as conversas que deixam a certeza de que não havia alguém melhor para estar ao seu lado, pois são nas conversas que se compartilham pedaços da alma.
De tudo que faço e já fiz, comer com meus amigos é o que acho mais especial, ainda mais sendo em minha casa, embora depois o trabalho de arrumar sobre para mim. A conversa antes/durante o preparo e a refeição... O clima de amizade e confidência fica tão explícito que até tenho medo de alguém chegar na cozinha e roubar. Enquanto estou no fogão e tenho a vista panoramica de tudo sempre penso que eu quero ter isso até quando não der mais, pode parecer até um pouco nostalgico, mas é o que sinto, o amor que tenho por essa cena e pelas pessoas que a formam é tão grande que acho que gostaria de ter a eternidade desse momento, mesmo sabendo que a eternidade é tempo demais, só naquele instante penso o contrário.
*
Porque quando descobri que posso amar, meus amigos entraram como pragas em meu coração e os amo fielmente desde então, mesmo aqueles que por vontade própria seguiram para porta à fora deixaram resquicios de sua existencia.
Para todos os meus amigos, que talvez não saibam que são meus amigos e para os meus amigos que EU não sei que são meus amigos, muito obrigado por existirem, e muito obrigado pelo amor.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
A Bela e Trágica Dança do Amor
Movimentos harmonicos e sutis
Risos e sorrisos infantis
Ou qualquer besteira que possa ser
...
Enquanto doce elo
Entre corações
Lágrimas e sangue sobre os lençóisO sangue que veio com as lágrimas
As lágrimas que vieram pelo sangue
E agora que ele está morto;
Não há nada o que fazer.
Rir do pranto;
Chorar de rir.
Fingir ser feliz;
Encontrar a felicidade.
Em outro coração, ou só.
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Questão Atemporal
Atraso.
Sempre e sempre para trás.
Os tic-tac's?
Nem se escutam,
Já faz muito tempo.
O relógio não funciona;
Não adiantaria.
.
Pisque e já tem que estar fazendo outra coisa, não dá tempo de entender nada. Você só faz. E fique calado, o sistema come os insatisfeitos no café-da-manhã, viva como eles mandam: um dia você nem vai ter mais vontade de querer outra coisa. Vencido pelo cansaço. No fim, é isso que eles querem.
Somente amar não basta.
Da Felicidade à Depressão

Nem percebo se o sol nasceu, ou se pôs...
E nada tem a se reclamar, talvez tudo...
Mas já não importa muito...
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Da depressão à felicidade...

O que eu gosto em estar depressiva é o mero fato de tudo que escrevo chega a ser sólido. Nada vaporoso, inconstante, indefinido, contraditório, nada que pareça um sussurro dado no vento frio.
Não é quando estou feliz, que nem tenho tempo para pensar em papéis e canetas, ou quando estou entediada, que fazem as coisas saírem desleixadas e com mais prolixidade e menos nexos do que deveriam.
*
A dor refina os sentimentos, e os pensamentos. Por mais desorganizada que sua vida possa parecer, ela nunca vai estar tão organizada quanto nos momentos de dor. Porque será somente isso, sua única companheira e caminho, não haverá mais nada ao alcance da sua vista, nem dispersões, nem preocupações reais. Só quer ficar parado e ver o tempo passar, o pior é que ele não passa, mas nunca se consegue isso, sempre vêm lhe tirar dessa letargia, e por mais que diga: Eu quero ficar aqui, e só; não vão lhe escutar e você virará um zumbi. Andando pelo mundo, interagindo nele, não com ele, seu corpo estará separado da sua mente, suas pernas caminharão sem rumo, seus braços tentaram passar carinho, mas estarão mais frios que seus olhos. Nada estará perdido, pois não existirá nada para se perder.
*
De repente você acorda e vê que os pássaros estão cantando, percebe que há flores na vista da sua janela, e você nem lembrava que tinha uma janela, o azul transbordante do céu lhe parecerá convidativo, mas talvez não haja tempo para desfruta-lo, porém não será importante porque só o fato de poder sentir o calor do sol sobre a sua pele já é um motivo para sorrir. Uma vontade incrível de ligar para as pessoas que gosta só para contar que queimou a língua no café e achou engraçado, mesmo que até você ache isso desimportante, claro que não irá ligar, contudo o pensamento de fazer isso trará leves gargalhadas solitárias, e os observadores não irão entender, mas não será isso que parará sua alegria em estar vivo.
E quando tudo isso irá acontecer? Quando a dor dará espaço para algo melhor? Não sei, somente digo o que irá acontecer. Porque isso sempre acontece.
Adianto somente que não será por meio de consolações, ou auto-piedade...
Só é feliz quem quer, entenda do jeito que achar melhor...
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Não se importem com esse eu desorientado...
Amar é um fato.
Fatos são ou não.
O fato é que estou escrevendo, logo escrever é amar.
Ao menos para mim sim...
Algo louco...
Segundo o dicionário:
Devanear, v. tr. dir. Imaginar, fantasiar, sonhar; intr. delirar; dizer ou imaginar coisas sem nexo; desvairar; tr. ind. cuidar, pensar. (De de+lat. vanu.)
Devaneio, s. m. Ato de devanear; sonho; fantasia; delírio, divagação; quimera.
Esta obra de Ariane Anaya, foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.
